Monthdezembro 2015

Montagem de sistemas de arquivos com fstab

Olá pessoal, hoje irei falar um pouco sobre montagem de sistemas de arquivos com fstab.

Os sistemas de arquivos criados na instalação padrão do Linux são montados de forma automática em toda inicialização do sistema. Isso é feito graças ao arquivo “/etc/fstab”, é nele que encontramos as informações referentes aos sistemas de arquivos no sistema.

É necessário que tenha uma entrada no “/etc/fstab” para cada sistema de arquivos que forem montados automaticamente. O arquivo “/etc/fstab” é composto por seis colunas, separadas por espaços ou tabulações. Abaixo falarei brevemente sobre cada campo.

 

  • Partição do dispositivo (ex.: /dev/sda1, /dev/sda2, /dev/sdb1, /dev/sdb2, etc);
  • Ponto de montagem (ex.: swap, /, /boot, /home, etc);
  • Tipo de sistema de arquivos (ex.: swap, ext2, ext3, ext4, xfs, vfat, ntfs, etc);
  • Opções de montagem (segue uma tabela no final do post);
  • Dump – Determina se será executado dump no dispositivo (0 – não executa dump, 1 – executa dump);
  • Fsck – Determina a ordem de checagem pelo fsck durante a inicialização do sistema (0 – Não faz a verificação e reparo, 1 – Faz a verificação e reparo).

No meu caso, irei inicialmente criar o diretório “/home/neto/cafe” (responsável pelo ponto de montagem) e após a criação, inserir uma entrada no arquivo “/etc/fstab” conforme exibido abaixo.

# mkdir -p /home/neto/cafe
# vim /etc/fstab
#
# /etc/fstab
# Created by anaconda on Sun Nov 29 16:57:49 2015
#
# Accessible filesystems, by reference, are maintained under '/dev/disk'
# See man pages fstab(5), findfs(8), mount(8) and/or blkid(8) for more info
#
/dev/mapper/fedora-root /                       ext4    defaults        1 1
UUID=4ffc8fa1-9cc1-4241-b105-5543c90b3698 /boot                   ext4    defaults        1 2
UUID=50D7-162C          /boot/efi               vfat    umask=0077,shortname=winnt 0 2
/dev/mapper/fedora-home /home                   ext4    defaults        1 2
/dev/mapper/fedora-swap swap                    swap    defaults        0 0
/dev/sda7 /home/neto/cafe                       ext4    defaults        0 3

Vou executar o comando mount -a para montar novamente todos os dispositivos (que não tenham a opção noauto) com entradas no arquivo “/etc/fstab”.

# mount -a

A partição “/dev/sda7” tem o tamanho de 1GB, então vou utilizar o comando “df” para confirmar que a partição foi montada corretamente.

# df -kh /home/neto/cafe/
Sist. Arq.      Tam. Usado Disp. Uso% Montado em
/dev/sda7       976M  1,3M  908M   1% /home/neto/cafe

Opções de montagem

Criei a tabela abaixo com base nas opções de montagem mais comuns para os sistemas de arquivos. Para maiores informações consulte os manuais de fstab e mount.

auto Indica que se deve montar automaticamente, ou seja, no inicio do sistema. Opção padrão.
noauto Ao contrario do anterior, se utiliza para indicar que o dispositivo se montará manualmente.
user Permite que qualquer usuário monte o dispositivo. Isto implica dizer que se aplica automaticamente noexec, nosuid, nodev a menos que se indique o contrário (colocando a opção oposta). Além disso só o usuário que montou pode desmontar.
nouser Como o próprio nome indica, apenas o usuário como root pode montar. Opção padrão.
users Idêntico ao user, a diferença é que qualquer pessoa pode desmontar, sem importar quem o montou.
exec Permite a execução de arquivos binários. Opção padrão.
noexec Não permite a execução de arquivos binários.
ro Monta o sistema de arquivos apenas como leitura (rEAD-oNLY).
rw Monta o sistema de arquivos como leitura e escrita (rEAD-wRITE).
sync A escrita/leitura se realiza de forma sincronizada, ou seja, que estas ações se realizam de forma imediata. Não se recomenda para memórias flash, pois podem se deteriorar ao se utilizar de forma sincronizada.
async A escrita/leitura se realiza de forma não-sincronizada, ou seja, que estas ações se realizam algum tempo depois no dispositivo. Isto pode dar problemas no caso de um dispositivo removível quando o retiramos de forma espontânea, pois podemos não ter dado tempo suficiente para gravação. Opção padrão.
owner indica que o primeiro usuário distinto de root conectado ao sistema localmente, tem direito de montar e desmontar o dispositivo.
defaults Simplesmente indica que as opções mais comuns. Estas são rw, suid, dev, exec, auto, nouser, e async.

Opções para o sistema de arquivos do tipo vfat:

uid=ID_usuario Com esta opção, indicamos que apenas o usuário que possui o valor especificado tenha o controle sobre os arquivos do dispositivo.
gid=ID_grupo Com esta opção, indicamos que apenas o grupo que possui o valor especificado tenha o controle sobre os arquivos do dispositivo.
umask=Valor_Octal Estabelece a umask (máscara de bits de permissões não presentes) Exemplo: umask=0 dá permissões a todos os usuários.
dmask=Valor_Octal Idêntico a umask, aplicado apenas a diretórios.
fmask=Valor_Octal Idêntico a umask, aplicado apenas aos arquivos.
iocharset=Valor Conjunto de caracteres utilizados (para a conversão entre caracteres de 8 bits e caracteres Unicode de 16 bit). Por default se utiliza o iso8859-1, para nós é conveniente utilizar utf8.
check=Valor_especificado Checagem de nomes. Existem 3 valores admitidos, cada um mais restritivo que o outro:

  • r : Letras maiúsculas e minúsculas são aceitas e tratadas como equivalentes (case-insensitive). Nomes e extensões grandes são truncados. Os nomes terão um máximo de 8 caracteres seguido de um ponto, e 3 caracteres para sua “extensão”. Exemplo : NomegrandedeArquivo.Nome se converte em NomeGr.Nom.
  • n (ormal) : Idêntico a r, mas muitos dos caracteres especiais (*, ?, <, espaço, etc.) não são aceitos. Opção padrão.
  • s (tricto) : Igual a n, mas também não aceita caracter não suportado por ms-dos (+, =, spaces, etc.).

Fontes:
Wiki de Documentação Mandriva Brasil
WIKILIVROS

Adicionar usuário no arquivo sudoers

Olá pessoal, venho aqui mais uma vez trazendo uma pequena dica, mas muito útil. Você já chegou a instalar o seu sistema operacional, independente da distribuição e quando foi executar algum comando como sudo ou até mesmo se autenticar como sudo e recebeu a mensagem “usuario não está no arquivo sudoers. Este incidente será relatado.”. Bom irei mostrar abaixo como resolver de forma bem simples e definitiva.

Existem duas formas de realizar o procedimento. Adicionando uma linha no arquivo “/etc/sudoers” ou criando um arquivo dentro de “/etc/sudoers.d/”. No meu caso, irei criar um arquivo com o nome do meu usuário dentro de “/etc/sudoers.d”.

Verifique se existe a linha “#includedir /etc/sudoers.d” no arquivo “/etc/sudoers”. Caso não exista, adicione ela no arquivo.

Iremos criar o arquivo “user” dentro de “/etc/sudoers.d”

# echo 'user     ALL=(ALL)     ALL' > /etc/sudoers.d/user

Pronto. Feito isso, basta verificarmos logando como sudo e obtendo o resultado abaixo

# sudo -i
Presumimos que você recebeu as instruções de sempre do administrador
de sistema local. Basicamente, resume-se a estas três coisas:

    #1) Respeite a privacidade dos outros.
    #2) Pense antes de digitar.
    #3) Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades.

[sudo] password for user: 

VirtualBox 5 no Fedora/CentOS/RHEL

Olá pessoal, hoje irei apresentar um pequeno tutorial para realizar a instalação do Oracle VirtualBox no Fedora 23/22/21/20/19/18, RHEL/CentOS 7/6/5.

O VirtualBox é uma ótima ferramenta para virtualização com um maior uso doméstico e educacional, por possuir uma grande facilidade de instalação em sistemas operacionais “hospedeiros” voltados para o usuário final.

Inicialmente vamos adicionar o repositório de arquivos do VirtualBox

$ cd /etc/yum.repos.d/

Fedora 23/22/21/20/19/18/17/16/15/14/13/12

# wget http://download.virtualbox.org/virtualbox/rpm/fedora/virtualbox.repo

RHEL/CentOS 7/6/5

# wget http://download.virtualbox.org/virtualbox/rpm/rhel/virtualbox.repo

Vamos atualizar o nosso repositório e checar a nossa versão do Kernel

# yum update
$ uname -r

No caso do RHEL/CentOS é necessário instalar o pacote do repositório epel. Faremos isso com os comandos abaixo.
RHEL/CentOS 7

# rpm -Uvh http://dl.fedoraproject.org/pub/epel/7/x86_64/e/epel-release-7-5.noarch.rpm

RHEL/CentOS 6

# rpm -Uvh http://dl.fedoraproject.org/pub/epel/6/i386/epel-release-6-8.noarch.rpm

RHEL/CentOS 5

# rpm -Uvh http://dl.fedoraproject.org/pub/epel/5/i386/epel-release-5-4.noarch.rpm

Vamos instalar as dependências abaixo necessárias.
Fedora 23/22

# yum install binutils gcc make patch libgomp glibc-headers glibc-devel kernel-headers kernel-devel dkms

Fedora 21/20/19/18/17/16/15/14 e RHEL/CentOS 7/6/5

# yum install binutils gcc make patch libgomp glibc-headers glibc-devel kernel-headers kernel-devel dkms

Vamos buscar e instalar a última versão do VirtualBox

# yum search VirtualBox
Last metadata expiration check performed 0:24:27 ago on Wed Dec  2 20:45:19 2015.
=========================== N/S Matched: VirtualBox ============================
VirtualBox-4.3.x86_64 : Oracle VM VirtualBox
VirtualBox-5.0.x86_64 : Oracle VM VirtualBox
libvirt-daemon-driver-vbox.x86_64 : VirtualBox driver plugin for the libvirtd
                                  : daemon
RemoteBox.noarch : Open Source VirtualBox Client with Remote Management
libvirt-daemon-vbox.x86_64 : Server side daemon & driver required to run
                           : VirtualBox guests
# yum install VirtualBox-5.0.x86_64

Vamos executar o comando abaixo para recriar os módulos do kernel.
Fedora 23/22/21/20/19 e RHEL/CentOS 7

# /usr/lib/virtualbox/vboxdrv.sh setup

Fedora 18/17/16/15/14 e RHEL/CentOS 6/5

# /etc/init.d/vboxdrv setup

Ou

# service vboxdrv setup

Vamos adicionar o usuário no grupo “vboxusers” criado automaticamente pela instalação.

# usermod -a -G vboxusers "usuário"

Em alguns casos você poderá ter problemas com o parâmetro “KERN_DIR”, então iremos setar este parâmetro manualmente.
Utilizando o Kernel atual no Fedora

# KERN_DIR=/usr/src/kernels/`uname -r`

Utilizando o Kernel atual no RHEL/CentOS

# KERN_DIR=/usr/src/kernels/`uname -r`-`uname -m`

Exportar KERN_DIR

# export KERN_DIR

Pronto! Feito isso, o nosso Oracle VirtualBox está instalado e funcionando corretamente. Agora vamos testar.

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